sexta-feira, 29 de maio de 2009

Estressando no trem/metrô

Hoje eu preciso falar sobre a falta de educação e espírito de coleguismo das pessoas que usam metrô e trem para se locomover em São Paulo. São várias as coisas que me irritam quando utilizo esse transporte. Ou seja, estou a ponto de ter um ataque cardíaco porque utilizo todos os dias!

1º. Em algumas estações existe um adesivo na plataforma que indica onde as portas estarão posicionadas quando o metrô parar. Então, você se posta sobre este adesivo e pensa que vai ser o primeiro a entrar, já que chegou primeiro, hã! Mas as pessoas se acumulam atrás e ao seu redor e, quando a porta se abre, a boiada toda quer passar na sua frente.

2º. Será que ninguém além de mim percebe que, se você vai entrar, é melhor deixar quem está do lado de dentro sair primeiro??? Mas as pessoas parecem que gostam de um contato físico e ficam se trombando na porta. É óbvio que se quem quer entrar deixar quem quer sair passar primeiro, a coisa fluiria mais rapidamente!

3º. Os auto-falantes anunciam a cada cinco minutos: “Se você não vai descer na próxima estação, não permaneça na região das portas!” Eu me pergunto: que parte do “não permaneça na região das portas” as pessoas não entendem??? Os corredores ficam livres mesmo com o trem lotado, mas mesmo assim, você precisa fazer contorcionismo e pisar nos pés de 197 pessoas para conseguir sair. E ainda enfrenta o problema dito no item 2º.

4º. Outro aviso muito repetido nos auto-falantes é: “Na impossibilidade de embarcar, aguarde outro trem e não segurem as portas. Isso provoca atrasos na circulação dos trens”. Mas muita gente não respeita. E aí, eu preciso dar meu testemunho. Em geral essas pessoas, que tentam entrar a todo custo no trem/metrô lotado, fazendo força para empurrar a massa que já se espreme dentro do vagão, são homens e, geralmente, de baixa instrução.

É claro que todo mundo quer chegar logo ao trabalho ou em casa depois de um dia estressante. Mas pra que se estressar e incomodar a já tão perturbada viagem de cada um. O que custa dar passagem? O que custa esperar o próximo trem? O que custa respeitar a fila? O que custa ter educação???

E cada dia vai piorando...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Calçadas são para pedestres


Além dos motoboys, outras pessoas que vêm atrapalhando bastante a vida dos paulitanos são skatistas e cicilistas sem educação, que insistem em trafegar na calçada, em alta velocidade.
Eu até entendo que não dá para circular na rua, pois os carros não respeitam esses outros veículos de locomoção, mas se vai andar na calçada, o que custa respeitar o pedestre, que tem a preferência?


Um dos piores lugares são as calçadas da Avenida Paulista. Após reformadas, parece que elas ficaram especialmente boas para andar de skate, pelo menos é o que parece!
Cansei de ter de desviar desses meninos em cima das rodinhas, com pena de perder o dedinho, sob uma dessas rodinhas.

À noite tudo piora! Com menos movimento de pedestre, os skatistas se sentem os "donos" das calçadas!!!!!! Outro dia ainda aconteceu uma aberração: um deles era um ladrão disfarçado de skatista e foi só a moça à minha frente sacar o celular para o ladrão sobre rodas aparecer do nada e levar, de um tapão, o celular da moça...

E não tem nunca um guardinha, um PM ou um CET para coibir o passeio nas calçadas.

(Des) Equilibrando a educação sobre duas rodas

Motoboy fica entalado em carro depois em acidente

Vocês já ouviram falar que em São Paulo existem cerca de 10 ratos por habitante! Acho que a coisa que mais se procria nesta cidade além dos ratos são os motoboys. E com eles, a falta de educação.

Não sou contra os motociclistas em geral, mas odeio os motoboys que, como Chicão mencionou num comentário, acreditam que realmente existe um corredor entre os carros. E ai de você se resolver trocar de faixa, dando seta, com ele vindo acima da velocidade a uma distância de ainda um quilômetro.

Sofrer um acidente então envolvendo um deles é risco de morte. Não para o motoboy, mas para o motorista. Como uma seita, eles vão se reunindo no local do acidente, se multiplicando e tratam o motorista envolvido como o responsável total pelo ocorrido, chegando a ameaçar ou mesmo partindo para cima avariando o carro e seu dono.

Eles alegam que precisam da velocidade para realizar suas entregas dentro do tempo. E também porque ganham pouco, eu sei, e quanto mais trabalhos realizarem ao longo do dia, melhor para eles. Mas eu não ligo que minha pizza demore dez, quinze minutos a mais para chegar, já que para ganhar esse tempo o entregador andou por uma rua na contramão, fez uma conversão proibida, furou dois semáforos que estavam no vermelho e cortou o trânsito pela calçada. Isso sem falar que à noite eles fazem isso com o farol apagado para não terem a placa identificada.

Outro dia, numa pizzaria, ouvi um deles falar: “hoje fiz uma manobra que até o diabo duvida!” Filho, então vai mostrar essa manobra para o próprio capeta lá no inferno!!!

Mais uma coisa que me incomoda. Por que raios eles têm que passar às 3h da manhã na sua rua e te acordar dando aquela espécie de tiros que eles fazem com o escapamento? Já li matérias com especialistas dizendo que isso prejudica o motor das motos. Ah!, me esqueci. Leitura é uma coisa que não combina com motoboys. Principalmente a das placas de trânsito.

E entre eles parece que também há uma competição de quem tem o escapamento mais barulhento. Às vezes, na rua, parece que você está no meio do globo da morte e que vai ensurdecer. É o cúmulo da poluição sonora e da falta de respeito com os demais.

Eh, pra mim, São Paulo só vai ser totalmente agradável quando tiver mais áreas verdes e se ver livre da poluição, do lixo, das favelas, do Kassab e dos motoboys.
Foto: Reprodução

terça-feira, 19 de maio de 2009

Gentileza gera Gentileza

Em homenagem a minha amiga Lu, deixo no post de hoje um pouco pra vocês da vida do Profeta Gentileza, personagem bastante conhecido pelos cariocas, que pregou o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Uma inspiração para todos.



No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo Gran Circus Norte-Americano, considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José Datrino acordou alegando ter ouvido "vozes astrais", segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual.

Datrino pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, Datrino foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar José Agradecido, ou simplesmente Profeta Gentileza.

Após deixar o local que foi denominado Paraíso Gentileza, o Profeta Gentileza começou a sua jornada como andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho.

A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5km, e as encheu de inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. Faleceu em 29 de maio de 1996, aos 79 anos.



Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por pichadores, sofreram vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor cinza. A eliminação das inscrições foi criticado e posteriormente com ajuda da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, foi organizado o projeto Rio com Gentileza, com o objetivo restaurar os murais das pilastras. Começaram a ser recuperadas em janeiro de 1999. Em maio de 2000, a restauração das inscrições foi concluída e o patrimônio urbano carioca foi preservado.

Profeta Gentileza é assunto de livros e foi até mesmo samba-enredo da Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio em 2001.

Fotos: Reprodução

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Eu concordo

Como meu amigo Carlos, acho que a falta de civilidade das pessoas está levando cidades grandes, como São Paulo, para o buraco!
Na minha singela opinião, o máximo da falta de educação já começa logo cedo, no metrô.
Não consigo conceber que as pessoas não percebam, apesar de todos os avisos, que há uma porta para entrar, e outra para sair; que o desembarque é preferencial e que quem chegou primeiro, deve embarcar primeiro. Tudo isso é óbvio, vocês não acham? Mas não é para o número imenso de ogros que pegam o metrô pelas manhãs...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Expressando a revolta

Inicio esse blog pela necessidade de expressar minha inconformidade não apenas com o brasileiro, que tem o rótulo de “terceiro mundo” na testa, mas com o ser humano em geral. Parece que cada vez mais o fim dos tempos está chegando e educação e cordialidade são palavras e, principalmente, atos deletados do dia-a-dia.

Quero utilizar este espaço para mostrar e descrever o que entendo como errado, mal-educado e desrespeitoso, mas, ao mesmo tempo, resgatar os sentimentos de civilidade e mostrar que nem tudo está perdido (espero!).

Afinal, quem não gosta de coisas boas, de se destacar, de subir na vida, de ser chique??? Mas, para isso, não é preciso pisar no próximo. Como o próprio nome do blog diz, parafraseando a colunista Gloria Kalil, Ser Chique é Ser Civilizado.

Conto com a participação de todos. Leiam, comentem, pratiquem a civilidade!!!