Ontem, empolgada com o dia lindo de sol que fazia em São Paulo, resolvi tirar a poeira da bicicleta. Completamente fora de forma, eu pedalo devagar e qualquer subidinha me faz morrer. E foi assim que eu descobri que os motoristas respeitam menos os ciclistas que os pedestres e que os motociclistas.
A rua Muniz de Souza, aqui na Aclimação, tem espaço para uma fila de carro estacionados e outra para eles trafegarem em cada mão de direção. O problema é que é uma leve subida que, para quem está 8 quilos acima do peso e não se exercita há meses, é um trabalho árduo. Só que os motoristas me achavam transparente. Consequência: precisei descer da bike e empurrá-la pela calçada porque, se eu continuasse pedalando na rua, um monte de carros de granfinos iria passar por cima de mim e da magrela.
Uma amiga que esteve em Los Angeles recentemente ficou admirada com o respeito pelas bicicletas na Cidade dos Anjos. "Vi uma ciclista na subida de uma ladeira e, atrás dela, os carros andando sem pressa, sem buzinar", surpreendeu-se.
Na cidade de 11 milhões de habitantes e para não amadores é justamente o contrário. Motorista quer ultrapassar a bicicleta a qualquer custo, independentemente das consequências desastrosas. De preferência, que o prejudicado seja o ciclista e não a pintura de seu lindo sedã.
O respeito às bicicletas está no CTB, mas duvido que os motoristas que comprem carteiras saibam disso:
CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO
Das normas gerais de circulação e conduta:
Art. 38 - Antes de entrar em uma rua o condutor deverá ceder passagem aos ciclistas.
Art. 58 - Quando não houver ciclovia, a circulação de bicicletas deverá ocorrer nos bordos da pista, no mesmo sentido de circulação e com preferência sobre os veículos automotores.
Das infrações:
Art. 201 - Deixar de guardar a distância lateral de 1,5 metro ao ultrapassar bicicleta.
Art. 220 - Deixar de reduzir a velocidade do veículo ao ultrapassar ciclista.
domingo, 13 de setembro de 2009
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