quarta-feira, 17 de junho de 2009
Quem são os responsáveis por este mundo?
Cansei de ver gente reclamando do trânsito, mas essas pessoas não deixam nunca o carro em casa.
Tem também os que se queixam do barulho do vizinho, mas nem pensam em tirar os sapatos quando chegam em casa de madrugada para não ficar sapateando na cabeça dos outros.
Parte não se conforma com a cidade suja, mas não faz questão nenhuma de reciclar seu lixo, de diminuir o consumo ou de reaproveitar embalagens. Para não citar os que jogam lixo na rua (mais sobre o assunto em post abaixo).
Outros muitos não se conformam com o tratamento que recebem no trabalho, mas não faz questão nenhuma de ser educado com os porteiros do prédio, com os atendentes das lojas ou com a faxineira.
Não é tão difícil assim melhorar o mundo. A gente só precisa lembrar que acima da vontade individual tem de estar o respeito à vida em sociedade. Simples assim.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
293 km de congestionamento
Claro que o fato de eu me estressar muito no trânsito conta. Enquanto estou parada no congestionamento no ônibus, posso ler, ouvir música, jogar no celular, bater papo com alguém que eventualmente faça o mesmo caminho que eu. Mas o maior motivo é mesmo querer viver em uma cidade melhor. Não tem jeito, se 10 milhões de habitantes usarem o carro não tem como dar certo. Eu sei, o argumento preferido dos não adeptos ao transporte público é a falta de qualidade.
Sim, eu concordo. É ruim andar de ônibus em São Paulo. O Metrô é um pouco melhor, mas, em horário de pico, não ajuda muito. Mas aí vem o meu contra-argumento: quanto mais gente usar e reclamar o transporte público, mais pressão o poder público sofrerá para resolver o problema. Durante cerca de um mês, eu liguei diariamente a SPTrans para reclamar da linha que me leva à USP. Se foram as minhas reclamações eu não sei, mas que a linha voltou a ser menos ruim, voltou.
Uma vez fiz essa mesma manifestação no meu blog e um anônimo (já repararam que sempre que alguém quer criticar ela quer permanecer anônima?!?!) disse: você só defende isso porque mora no centro. Não é verdade. Eu ando de ônibus desde que morava em São Bernardo, trabalhava na Santa Cecília e estudava no Butantã. É uma questão de postura. Sim, é muito mais cômodo eu tirar meu carro da garagem e ir com ele diariamente até o trabalho e depois até a faculdade, mas se todos nós agirmos assim daqui a pouco 293 km de congestionamento não será recorde, será comum. Antes era muito absurdo o trânsito alcançar 170 km. Hoje isso é normal em qualquer saída de feriado. E só tende a piorar. Não tem jeito pra fazer um mundo melhor a gente tem de fazer a nossa parte.
Não, muitas vezes não é legal abrir mão do conforto pessoal e pensar no coletivo, mas é assim _E SÓ ASSIM_ que viveremos numa cidade mais habitável.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Selo da gentileza
Daí pensei que ainda restam pessoas gentis na grande metrópole e fiquei tendo a ideia de criar um selo para oferecer a essas pessoas, um negócio simples como os dizeres "parabéns pela gentileza".
Minha ideia: andaria com uns selos desses pela rua e iria oferecendo às pessoas que fazem gentilezas, cedendo lugar a idosos, recolhendo o coco do cachorro da calçada, segurando a porta para o outro entrar... enfim, seria uma espécie de campanha pela gentileza.
Seria engraçado, mas eu fiquei com medo, visto que até as pessoas gentis podem entender errado a intenção do selo e partir para hostilidade.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Lixo no chão é coisa de porcalhão!
Será que esses seres humanos não entendem que estão fazendo mal para eles próprios? Não importa se você joga o papel do picolé, o guardanapo do lanche, o copo plástico, a latinha de refrigerante, a ponta do cigarro ou o chiclete, perto ou longe de casa. Você está destruindo o planeta em que vive da mesma forma.
O pior é ouvir as desculpas esfarrapadas: ah, não tem uma lata de lixo por perto; eu jogo para poder dar emprego para os garis; eu pago imposto para limparem a cidade. Eu fico imaginando que, se a pessoa faz isso na rua, a sua própria higiene não deve ser lá essas coisas. Não acredito que seja uma pessoa limpinha por inteiro.
Eu tenho orgulho de dizer: não, não jogo lixo no chão. Guardo no bolso, na mochila, carrego na mão quantos quilômetros forem precisos, mas o destino que dou a ele é sempre o mesmo: a lata de lixo. E vai uma dica. Quando masco um chiclete, eu guardo o papel no bolso. Assim, quando terminar, embrulho o chiclete de volta no papel e os dois vão grudadinhos para o lixo.
Confesso que quando era criança eu não tinha essa consciência porque, mesmo na escola, não lembro de ter recebido a educação dos fales que podemos causar. Então, papel de bala e chiclete paravam no chão. Mas, desde que me dei por gente, nunca mais fiz isso e abomino quem faz.
Segundo matéria veiculada no Jornal Nacional, a Companhia de Limpeza Urbana do Rio calcula que 70% do material varrido nas ruas da cidade poderiam estar nas latas de lixo. Os outros 30% correspondem ao lixo natural, como poeira, galhos e folhas de árvores.
De acordo com o JN, Rio e São Paulo gastam juntas
R$ 28,8 milhões por mês com serviços de limpeza de ruas
Também não tenho dó de quem mora grudado ou sobre rios e córregos. Esses moradores despejam todo o seu lixo às margens ou dentro desses locais. São sacos de lixo, pneus, sofás, colchões e toda uma gama de materiais recicláveis ou não. É claro que, quando chove, toda essa sujeira volta para dentro das casas dessas mesmas pessoas. É a vingança da natureza, tão cansada de ser maltratada. Acho justo.
Sem falar em quem fuma e joga a ponta de cigarro no chão. Esses são grandes porcalhões . Mas pelo menos está abreviando sua vida com os males do cigarro e vai continuar poluindo o planeta por menos tempo.
Não importa de onde vem a educação, se de casa ou da escola. Nem qual linha é a melhor, Paulo Freire, Piaget ou Xuxa para Baixinhos. Vamos ajudar a conscientizar os colegas, os amigos, os familiares a deixarem de destruir o planeta em que vivemos. Uma pequena ação como jogar um papelzinho na lata de lixo faz uma grande diferença na preservação do nosso meio-ambiente.