Será que esses seres humanos não entendem que estão fazendo mal para eles próprios? Não importa se você joga o papel do picolé, o guardanapo do lanche, o copo plástico, a latinha de refrigerante, a ponta do cigarro ou o chiclete, perto ou longe de casa. Você está destruindo o planeta em que vive da mesma forma.
O pior é ouvir as desculpas esfarrapadas: ah, não tem uma lata de lixo por perto; eu jogo para poder dar emprego para os garis; eu pago imposto para limparem a cidade. Eu fico imaginando que, se a pessoa faz isso na rua, a sua própria higiene não deve ser lá essas coisas. Não acredito que seja uma pessoa limpinha por inteiro.
Eu tenho orgulho de dizer: não, não jogo lixo no chão. Guardo no bolso, na mochila, carrego na mão quantos quilômetros forem precisos, mas o destino que dou a ele é sempre o mesmo: a lata de lixo. E vai uma dica. Quando masco um chiclete, eu guardo o papel no bolso. Assim, quando terminar, embrulho o chiclete de volta no papel e os dois vão grudadinhos para o lixo.
Confesso que quando era criança eu não tinha essa consciência porque, mesmo na escola, não lembro de ter recebido a educação dos fales que podemos causar. Então, papel de bala e chiclete paravam no chão. Mas, desde que me dei por gente, nunca mais fiz isso e abomino quem faz.
Segundo matéria veiculada no Jornal Nacional, a Companhia de Limpeza Urbana do Rio calcula que 70% do material varrido nas ruas da cidade poderiam estar nas latas de lixo. Os outros 30% correspondem ao lixo natural, como poeira, galhos e folhas de árvores.
De acordo com o JN, Rio e São Paulo gastam juntas
R$ 28,8 milhões por mês com serviços de limpeza de ruas
Também não tenho dó de quem mora grudado ou sobre rios e córregos. Esses moradores despejam todo o seu lixo às margens ou dentro desses locais. São sacos de lixo, pneus, sofás, colchões e toda uma gama de materiais recicláveis ou não. É claro que, quando chove, toda essa sujeira volta para dentro das casas dessas mesmas pessoas. É a vingança da natureza, tão cansada de ser maltratada. Acho justo.
Sem falar em quem fuma e joga a ponta de cigarro no chão. Esses são grandes porcalhões . Mas pelo menos está abreviando sua vida com os males do cigarro e vai continuar poluindo o planeta por menos tempo.
Não importa de onde vem a educação, se de casa ou da escola. Nem qual linha é a melhor, Paulo Freire, Piaget ou Xuxa para Baixinhos. Vamos ajudar a conscientizar os colegas, os amigos, os familiares a deixarem de destruir o planeta em que vivemos. Uma pequena ação como jogar um papelzinho na lata de lixo faz uma grande diferença na preservação do nosso meio-ambiente.
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